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Os efeitos da insuficiência venosa na gestação

Por: Dr. Marcondes Figueiredo

Introdução

As varizes são caracterizadas por tortuosidades, alongamentos e aumento do diâmetro das veias dos membros inferiores.
Apresentam uma prevalência aproximada de 37,9% na população geral, sendo encontradas em 30% dos homens e 45% das mulheres.
Dentre os principais fatores predisponentes está o familiar, que é o mais destacado. Entre os desencadeantes do aparecimento e progressão das varizes de membros inferiores estão a obesidade, obstipação intestinal, calor ambiente, ortostatismo, sexo feminino, menarca, menstruação, maternidade, menopausa,
hormônioterapia e a gestação.

A gestação atua como desencadeante e agravante das varizes dos membros inferiores. A incidência de varizes neste período é de 24% nas primíparas e de 50 a 76% nas multíparas. Barros Jr2, da Universidade Federal de São Paulo, estudou 352 gestantes e verificou a prevalência de doença varicosa em 72,7% dos casos, assim distribuídos: varizes tronculares (20,5%), varizes reticulares e telangiectasias (19,3%), só varizes reticulares (10,2%) e só telangisctasias (22,7%). Noventa seis gestantes (27,3%) não tiveram qualquer tipo de doença varicosa e só 4% apresentaram varizes vulvares, nestes casos sempre associadas a varizes tronculares nos membros inferiores. Ainda não está claro se a gestação acelera o desenvolvimento de varizes em pacientes com predisposição a desenvolvê-las ou se é um fator de risco independente.

A etiopatogenia das varizes durante o ciclo gravídico tem vários fatores, tais como o hormonal, mecânico, predisposição hereditária, modificações fisiológicas da circulação pélvica e o aumento da volemia.

O fator hormonal é o mais relevante no surgimento das varizes durante a gestação, uma vez que 2/3 delas aparecem já no primeiro trimestre da gravidez. A progesterona determina a hipotonia das fibras musculares lisas da parede das veias e os estrógenos determinam maior aporte de sangue para o útero e para a pélvis, aumentando o fluxo das veias ilíacas, o que dificulta o retorno do sangue dos membros inferiores.

O conceito da compressão mecânica atribuído ao crescimento do útero no último trimestre da gravidez com obstrução parcial da veia cava inferior e veias ilíacas provocando varizes têm sido abandonado, por várias razões, tais como: dilatações venosas que ocorrem nas primeiras semanas da gestação ainda que o útero não esteja dilatado; ocorrência de casos em que tumores uterinos causam dilatação semelhante a da gestação e, apesar disso, não provocam varizes; ocorrência de casos de mortes fetais em que se detecta a regressão de veias varicosas antes ainda da retração uterina; em gravidez gemelar, a extensão da ocorrência de varizes é bem menor do que a esperada. Eventualmente pode ser atribuído ao volume do útero o surgimento das varizes vulvares no terceiro trimestre da gestação.Há um aumento do fluxo sanguíneo uterino durante a gestação, causando ingurgitamento das veias ilíacas, dificultando a capacidade de drenagem das veias dos membros inferiores.

O aumento da volemia inicia-se na 12ª semana de gestação, aumentando gradualmente e atingindo um aumento de 50% do volume na 34-36 semana de gestação. Esse fator contribui para aumentar o leito vascular, dilatando assim as veias, principalmente dos membros inferiores.

Quadro Clínico

O quadro clínico da paciente gestante portadora de varizes é caracterizado pela presença de microvarizes (telangiectasias), veias reticulares e varizes tronculares em graus variáveis, e esse quadro na maioria das vezes pode regredir a partir da sexta semana pós-parto.

Os sintomas variam de caso a caso dependendo da gravidade da doença venosa. O sintoma mais importante é a dor, causada pela distensão venosa com conseqüente irritação dos plexos nervosos situados na parede destes vasos. Sua intensidade depende de vários fatores que são descritos como peso e cansaço, que pioram com o ortostatismo e eventualmente podem apresentar também ardor e prurido nas extremidades.

As varizes vulvares emergem da veia pudenda interna e veias obturadoras, que são tributárias das veias ilíacas internas, provocando refluxo para as veias da vulva e face.

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Dr. Marcondes Figueiredo
Pós-Graduado pela Universidade Federal de Uberlânida (UFU) Doutor pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular – SBACV Convidamos Dr. Marcondes Figueiredo para comentar publicações selecionadas sobre a terapia de compressão e patologias que envolvem esse tema. Dr Marcondes tem grande interesse pela compressão elástica, tendo como tema do seu trabalho de conclusão de pós-graduação a “Avaliação do efeito da meia elástica na hemodinâmica venosa dos membros inferiores de pacientes com insuficiência venosa crônica”. Ele também é o idealizador do website www.meiaelastica.com.br.
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